Resumo direto: verrugas são crescimentos benignos da pele provocados pelo papilomavírus humano (HPV). Podem ser ásperas, planas, filiformes, plantares ou surgir ao redor das unhas. Poucas desaparecem rapidamente sem intervenção; muitas persistem, aumentam ou se espalham. O diagnóstico costuma ser clínico, às vezes auxiliado pela dermatoscopia. O tratamento deve ser individualizado e pode incluir cauterização química, crioterapia, curetagem, eletrocirurgia ou retirada cirúrgica.

Este conteúdo é educativo e não permite diagnosticar uma lesão à distância. Lesões novas, diferentes, crescentes ou com sangramento precisam de avaliação médica individual.

O que é uma verruga?

A verruga é uma proliferação benigna das células da epiderme, a camada mais superficial da pele, causada por determinados tipos do papilomavírus humano, o HPV. O vírus entra por pequenas fissuras e estimula o espessamento localizado da pele.

Apesar da aparência de algumas lesões, a verruga não possui uma “raiz” que cresce profundamente. Nas verrugas plantares, a pressão do peso empurra o espessamento para dentro, o que pode causar dor e transmitir a impressão de profundidade.

Comparação entre verruga vulgar, plantar, plana, filiforme e periungueal, com representação das camadas da pele
Da esquerda para a direita: verruga vulgar, plantar, plana, filiforme e periungueal. As imagens em corte são representações didáticas e não indicam a existência de raízes. Fonte: elaboração autoral da Più Cirurgia, com ilustração médica gerada por inteligência artificial, 2026.

Quais são os principais tipos de verruga?

Tipo Como costuma aparecer Locais frequentes Atenção especial
Vulgar ou comum Elevada, firme e áspera Mãos, dedos, joelhos e cotovelos Pode se multiplicar após manipulação
Plantar Espessada, achatada pela pressão e às vezes dolorosa Planta dos pés Pode se confundir com calo
Plana Pequena, lisa e pouco elevada Face, mãos e pernas Pode aparecer em grande número
Filiforme Alongada, com projeções finas Face, pálpebras, lábios e pescoço Regiões delicadas exigem planejamento
Periungueal Áspera e irregular junto à unha Ao redor ou sob a lâmina ungueal Pode deformar a unha e ser resistente

Como as verrugas são transmitidas?

A transmissão pode ocorrer por contato direto com a lesão ou, menos frequentemente, por superfícies e objetos contaminados. O risco aumenta quando a pele está úmida, macerada ou apresenta pequenos ferimentos. Compartilhar alicates, cortadores, lixas, lâminas e materiais de manicure ou pedicure também pode facilitar a transmissão.

A própria pessoa pode levar o vírus para áreas próximas por coçar, cortar, raspar ou depilar sobre a lesão. Esse processo é chamado de autoinoculação.

Quem tem maior risco?

Poucas verrugas desaparecem sem intervenção

Algumas verrugas podem regredir quando o sistema imunológico controla a infecção. Entretanto, poucas desaparecem rapidamente. Sem tratamento, elas podem permanecer por meses ou anos, aumentar, engrossar, causar dor ou se espalhar.

Por isso, a observação não deve ser a única opção automática. A avaliação e o tratamento são recomendados quando a verruga cresce, se multiplica, causa incômodo, está em região delicada, persiste ou apresenta dúvida diagnóstica.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico: o médico avalia superfície, localização, distribuição, tempo de evolução e sintomas. Verrugas podem se parecer com calos, acrocórdons, ceratoses, molusco contagioso e algumas lesões tumorais.

Dermatoscopia

A dermatoscopia é um exame realizado com uma lente de aumento e iluminação especial. Em uma verruga, pode revelar superfície lobulada, interrupção das linhas normais da pele e pequenos pontos ou alças vasculares avermelhados ou escuros.

Simulação dermatoscópica de verruga vulgar com pontos vasculares e interrupção das linhas da pele
Simulação dermatoscópica de uma verruga vulgar. A imagem ajuda a explicar padrões frequentes, mas não substitui o exame de uma lesão real. Fonte: elaboração autoral da Più Cirurgia, com ilustração médica gerada por inteligência artificial, 2026.

Quando pode ser necessário examinar o tecido?

A biópsia ou a retirada para exame anatomopatológico pode ser indicada quando o diagnóstico não é seguro, a lesão é atípica, cresce rapidamente, sangra sem manipulação ou não responde ao tratamento esperado. O anatomopatológico analisa o tecido ao microscópio e ajuda a diferenciar verruga de outras doenças.

Quais alterações precisam de avaliação médica?

Uma lesão que parece verruga deve ser examinada quando:

Infográfico radial mostrando sinais de alerta em uma lesão semelhante a verruga
Representação dos sinais e contextos que justificam avaliação médica. Essas alterações não significam necessariamente câncer, mas pedem diagnóstico cuidadoso. Fonte: elaboração autoral da Più Cirurgia, com ilustração médica gerada por inteligência artificial, 2026.

Algoritmo prático: observar, avaliar ou tratar?

  1. A lesão apresenta características típicas de verruga?
    Quando houver dúvida sobre o diagnóstico, a avaliação médica deve ser realizada antes do tratamento. Conforme as características da lesão, podem ser indicados dermatoscopia, biópsia ou exame anatomopatológico.
  2. Existe sinal de alerta ou condição de maior risco?
    Crescimento rápido, sangramento espontâneo, ulceração, imunossupressão, diabetes ou localização delicada justificam avaliação antes de qualquer tentativa de tratamento.
  3. A verruga dói, cresce, se multiplica ou incomoda?
    Nessas situações, o tratamento ativo costuma ser recomendado.
  4. Qual técnica oferece o melhor equilíbrio?
    O médico considera tipo, número, localização, extensão, possibilidade de cicatriz, recuperação e chance de recorrência.

Como as verrugas são tratadas?

Cauterização química com ácidos, crioterapia e procedimentos como curetagem e eletrocirurgia possuem indicações diferentes. Algumas dessas abordagens podem exigir mais de uma sessão e são escolhidas conforme o tipo, o tamanho, a quantidade e a localização das verrugas.

Em lesões isoladas e bem delimitadas, técnicas cirúrgicas podem proporcionar retirada imediata e reduzir a necessidade de sessões sucessivas. A excisão preserva material para exame anatomopatológico quando indicado, acrescentando segurança ao diagnóstico.

Em qualquer técnica, a escolha deve considerar localização, extensão, possibilidade de cicatriz, tempo de recuperação e risco de recorrência.

Crioterapia

Utiliza frio intenso, geralmente nitrogênio líquido, para destruir o tecido da verruga. Pode ser adequada para diferentes tipos, mas frequentemente requer aplicações repetidas.

Cauterização química

Emprega substâncias aplicadas de forma controlada pelo profissional. A concentração e o tempo de contato precisam ser ajustados à espessura da lesão e à região tratada.

Curetagem e eletrocirurgia

Na curetagem, o tecido é removido cuidadosamente com um instrumento próprio. A eletrocirurgia utiliza corrente elétrica para tratar a base ou controlar pequenos sangramentos. Podem ser combinadas em casos selecionados.

Retirada cirúrgica

A excisão pode ser considerada para lesões isoladas, volumosas, persistentes ou de diagnóstico duvidoso. Após anestesia local, a lesão é retirada e o fechamento é planejado conforme a região. Entre os benefícios estão a remoção imediata da lesão visível e a possibilidade de análise anatomopatológica.

Quando a verruga é completamente retirada, o procedimento pode resolver aquela lesão visível. Entretanto, o HPV pode permanecer na pele próxima e uma nova verruga pode surgir no mesmo local ou em outra área. Nenhuma técnica impede totalmente uma futura manifestação viral.

E o imiquimode?

O imiquimode estimula a resposta imunológica local e possui indicação reconhecida em determinadas verrugas anogenitais. Para verrugas comuns não genitais, a evidência é mais limitada. Pode ser considerado em situações selecionadas, sempre com prescrição e acompanhamento médico, pois pode causar inflamação local.

O procedimento deixa cicatriz?

Qualquer método que destrua ou retire tecido pode deixar alteração temporária de cor ou cicatriz. O risco varia conforme profundidade, localização, técnica e resposta individual. Quando utilizados de maneira inadequada, alguns tratamentos podem irritar ou lesionar a pele; por isso, técnica e intensidade devem ser ajustadas a cada caso.

Como evitar a disseminação?

Mitos e fatos rápidos

“Verruga tem raiz.” Não. É uma proliferação predominantemente epidérmica.

“Todo ponto preto é sujeira.” Não. Pontos escuros podem corresponder a pequenos vasos trombosados.

“Se cortar, desaparece.” Não. Cortar em casa pode sangrar, infeccionar e espalhar o vírus.

“Toda lesão elevada é verruga.” Não. Diversas doenças podem ter aparência semelhante.

Perguntas frequentes sobre verrugas

Verruga é contagiosa?

Sim. A transmissão ocorre por contato e é favorecida por pequenas lesões da pele, umidade e manipulação repetida.

Verruga pode voltar depois da retirada?

A lesão visível pode ser completamente removida, especialmente por excisão. Ainda assim, o HPV pode permanecer na pele próxima, e novas verrugas podem aparecer. O anatomopatológico confirma a natureza do tecido retirado quando indicado.

Verruga plantar é igual a calo?

Não. O calo resulta principalmente de pressão e atrito. A verruga plantar é viral e costuma interromper as linhas da pele, podendo apresentar pontos vasculares.

Posso usar receitas caseiras?

Não é recomendado. Produtos corrosivos e manipulação podem provocar feridas, cicatrizes ou atraso no diagnóstico de outra doença.

É possível tratar no mesmo dia da avaliação?

Em casos selecionados, sim. Isso depende de confirmação diagnóstica, quantidade, localização, extensão, condições clínicas e técnica mais adequada.

Conclusão: tratar começa por confirmar o diagnóstico

Verrugas são frequentes e benignas, mas podem persistir, aumentar, espalhar-se ou se confundir com outras lesões. A avaliação define se é possível observar ou se o tratamento ativo oferece mais benefício. Quando indicada, a técnica deve buscar resolução eficiente, preservando a pele e mantendo expectativas realistas sobre cicatriz e recorrência.

Più Cirurgia

Fast Surgery Più: avaliação e tratamento de verrugas com menos etapas

A Più Cirurgia possui estrutura ambulatorial própria e um modelo de atendimento voltado à resolução ágil de pequenas cirurgias. Em casos selecionados, após avaliação médica e confirmação das condições de segurança, o planejamento e o tratamento podem ocorrer no mesmo dia.

O atendimento inclui escolha individualizada da técnica, planejamento da cicatriz, exame anatomopatológico quando indicado e acompanhamento direto com o cirurgião.

A possibilidade de realizar o procedimento no mesmo dia depende do diagnóstico, quantidade, extensão e localização das lesões, das condições clínicas do paciente e da técnica indicada.

Verificar possibilidade de avaliação e tratamento no mesmo dia

Referências científicas selecionadas

  1. Zhu P et al. Clinical guideline for the diagnosis and treatment of cutaneous warts. J Evid Based Med. 2022;15:284–301. DOI: 10.1111/jebm.12494.
  2. Sterling JC et al. British Association of Dermatologists’ guidelines for the management of cutaneous warts 2014. Br J Dermatol. 2014.
  3. Kwok CS et al. Topical treatments for cutaneous warts. Cochrane Database Syst Rev. 2012.
  4. Aldahan AS et al. Imiquimod in the treatment of cutaneous warts: an evidence-based review. Am J Clin Dermatol. 2014.
  5. Centers for Disease Control and Prevention. Anogenital Warts — STI Treatment Guidelines.

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Pesquisa e revisão atualizadas em 7 de setembro de 2026. Este artigo tem finalidade educativa e não substitui consulta, exame físico ou diagnóstico médico individual.

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